Ele renasceu. Assim como diz a lenda, Petkovic renasceu como uma Fênix. Taxado por muitos - inclusive por este que vos escreve - como ex-jogador em atividade, o sérvio voltou ao Flamengo pagando para jogar. Aceitou reduzir a dívida do clube para jogar novamente pelo rubro-negro. Assim que chegou, foi relegado pelo técnico que, na época, era Cuca. Entrou em poucas partidas e sempre nos minutos finais. Nunca conquistou a simpatia do agora, ex-treinador. Da torcida, sempre recebeu carinho. Apesar de ser visto com desconfiança por alguns torcedores, era visto como ídolo pela maioria. Quando Andrade assumiu, Pet passou a jogar mais, ter mais oportunidades. Começou a mostrar que estava em forma e era capaz de reerguer um time combalido pelas suspensões, lesões e sucessivas derrotas. Pet c
resceu e, com ele, cresceu o Flamengo. São 9 jogos invictos. 3 empates, todos fora de casa e, 6 vitórias. 2 meses de invencibilidade. Pet vem fazendo a diferença. A dupla com Adriano vem funcionando e, quando esta não resolve, o "Gringo Mágico" assume o papel de protagonista, sem coadjuvantes. Foi decisivo nas vitórias contra Palmeiras e São Paulo e no empate com o Vitória. No último jogo, marcou dois golaços. Um driblando a defesa e dando um toque sutil na bola. O outro, olímpico.Além disso, o sérvio trouxe mais experiência, importantíssimo nesta reta final de campeonato e, principalmente, trouxe de volta a "camisa 10". Não como jogador, pois quem a usa é Adriano. Mas como função. Há tempos o time da Gávea não tinha um camisa 10 típico. Gols, passes precisos, organização do time em campo e um pouco mais. Pet apareceu dando carrinho aos 45 do 2° tempo na defesa da equipe, cobrindo o lateral Juan, contra o Palmeiras.
A forma física parece a de um garoto. Joga os 90 minutos de igual para igual com veteranos e novatos. Na parte física. Na técnica, tá difícil de acompanhar o "Vovô-Garoto" versão 2009. A torcida fala em título, mas no clube não se fala em outra coisa que não seja G-4 e humildade. Que os jogadores saibam segurar a euforia imposta pela torcida. Se continuar do jeito que tá, pode ser que o Flamengo arrume muito mais que uma Libertadores. Mas muitos pés no chão e bola na rede. A primeira parte é com a diretoria. A segunda, ninguém tem dúvida que nome precisa gritar: "Pet! Pet! Pet!"
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