Por Leandro Lainetti
Violento. Desleal. Criador de caso. Encrenqueiro. Estes e outros adjetivos nada cordiais serviam para qualificar Kléber, um dos melhores atacantes do Brasil. Após uma temporada no Palmeiras recheada de cartões amarelos e vermelhos, confusões em campo, Kléber trocou a correria de São Paulo pela tranquilidade de Minas Gerais. Quando todos achavam que haveria uma mudança na atitude dele, veio a decepção. Começou o ano atraindo os holofotes com muitos gols e expulsões. Foram 3 cartões vermelhos em poucos jogos. 2 pela Libertadores e um pelo Campeonato Mineiro.
A diretoria multou o atleta, mas o diferencial foi o treinador. Adílson Batista chamou Kléber para conversar e conseguiu o que muitos treinadores tentaram sem sucesso: acalmara
m o quente temperamento do jogador. Kléber passou a jogar mais e brigar menos. Passou a se preocupar em continuar fazendo gols e evitando cartões. Quando os zagueiros batiam, em vez de revidar, ele ria, reclamava com o juiz. Quando era provocado, em vez de entrar na provacação, começou a deixar para lá. Simplesmente se transformou. Claro que ainda tomou alguns cartões amarelos, mas nada que derrubasse a sua nova fase.Na última sexta, Kléber se casou, o que pode ajudar ainda mais nesta sua nova fase, neste seu novo jeito de ser. No jogo contra o Corinthians, no último domingo, ocorreram dois lances fortes envolvendo o jogador e, em ambos, o que sei viu foi uma cena pouco comum há alguns meses atrás. Em vez de emanar em fúria contra tudo e todos, Kléber calmamente pediu desculpas aos companheiros de profissão envolvidos no lance. É um prazer ver um atacante com a categoria e o talento de Kléber mais vezes em campo do que fora dele. Ainda bem que ele entendeu isso. Sorte a dele, do Cruzeiro e principalmente, do futebol brasileiro.
Só para registar: na vitória de hoje, contra o Santo André, fora de casa, Kléber fez mais um gol e, mais uma vez, passou em branco nos cartões.
Obrigado, Adílson. Obrigado, Kléber. Continue assim.
Menos briga, mais futebol.
ResponderExcluirCasos assim têm mesmo que ser destacados